Eu nunca havia pensado em ir para Istambul. Não por falta de vontade, mas por falta de imaginação. De tantos outros lugares nesse mundo que ainda pretendo conhecer, Turquia ainda não havia entrado na lista.
Eu estava descendo as escadas do Hotel de l’Abbaye quando ví a Maria Helena perguntando para o recepcionista: “Por favor, quantas horas de vôo são daqui de Paris a Istambul?”. Achei que não passava de mera curiosidade, mas logo que ela me viu já disse: “Carol, Paris está muito óbvia. O que acha de passarmos meu aniversário em Istambul? Podemos visitar o Grand Bazaar, a última vez que estive lá faz mais de 25 anos, deveríamos ir. Vamos sim. Faça suas malas”.
Passagens compradas às 3am. Embarcamos no dia seguinte rumo à Turquia. Para não esquecer, alguns fragmentos da memória.

Fragmento 1: A primeira coisa que me impressionou foram as mulheres usando lenços. Poucas usavam burcas, a grande maioria usava lenços coloridos e se roupas mais modernas (mas sempre se cobrindo inteiras).
Fragmento 2: Logo no aeroporto, a fila da alfândega para carimbar os passaportes se dividia em duas: uma fila enorme para estrangeiros, e ao lado um espaço onde os turcos se aglomeravam para passar. Incrível como a cultura de um país pode ser tão… Engraçada. Apesar de estar do lado da fila de estrangeiros, eles não faziam fila. Era só um bolo de gente.
Fragmento 3: Mar de Mármara. Lindo e azul. Azul de um jeito que o nosso oceano não sabe ser (o nosso mar é meio verde, né). Muita gente pescando e muitos navios chegando.

Fragmento 4: Vista do Hotel. Navios chegando no Mar de Mármara.






